O PseudoAutor

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Baiano nascido numa tarde de julho de 1991. Agnóstico e hipster, estudante de História, apaixonado por simbologias, mitologias e animais pré-históricos.

Escreve amadoramente desde 2007; após alguns anos e quase trinta livros rascunhados, Alec publicou uma coletânea de histórias curtas (Zarak, o Monstrinho, Multifoco, 2011), um conto numa antologia sobre répteis cuspidores de fogo (Dragões, Draco, 2013) e um romance autobiográfico fantástico (A Guerra dos Criativos, independente, 2013), além de algumas obras virtuais na Amazon.

Atualmente se divide em pesquisas para projetos literários e coordenação editorial de um selo independente.

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Seja MUITO teimoso!


Eu estava assistindo semana passada os dois primeiros filme da série Duro de Matar. Foi uma forma de resgatar os anos de infância, quando eu me divertia com aqueles filmes de atores hoje reunidos em Os Mercenários (e alguns que ainda não figuraram nem no primeiro nem no segundo). Interessante como entre a década de 1980 e 1990 surgiram alguns filmes que se tornaram memoráveis, marcando as vidas de várias pessoas.

Mas, não é sobre filmes que quero falar, mas sim do personagem John McClane. Ele é um bom exemplo de tudo aquilo que é feito um herói (e um anti-herói também): é corajoso, não foge do dever, é esperto, é determinado, sabe se virar com o que tem, é problemático, sarcástico, cínico... Nem mesmo o perigo de morrer o impede.

Portanto: seja teimoso! MUITO teimoso! Ou teimosa...

Sim, eu sei que não somos como um protagonista de um filme de ação, pulando de prédios em chamas, matando pessoas ou salvando o mundo. Somos apenas pobres mortais, contudo sejamos teimosos quanto ao que queremos, ao que sonhamos.

Recordo-me das dificuldades que enfrentei quando resolvi escrever um livro. Cadernos e cadernos preenchicos, em busca de uma ideia que estava ali, mas nunca surgia forte o suficiente para se pôr no papel. Anos e anos de teimosia. E sempre falava aos professores que ainda escreveria um livro, e atormentava alguns com meus escritos, pedindo opinião.

Fiz algumas fanfictions baseadas em filmes com dinossauros, como o fantástico Jurassic Park. Com o tempo, a série televisiva O Mundo Perdido complementou meu fascínio. Surgiram dois livros feitos em cadernos pequenos. Infelizmente acabei perdendo ambos, restando apenas um título (que hoje considero idiota): Em Busca do Tesouro em Dino World Park.

Ano passado (setembro de 2011), publiquei Zarak, o Monstrinho e Outras Noveletas Fantásticas, com quatro histórias curtas, incluindo a do personagem Zarak, que acabou gerando uma trilogia (que pretendo unificar num grande volume) A Guerra dos Criativos, que é considerado por muitos a minha melhor ideia. E quase no fim deste ano, finalizo o enorme volume O Fantástico Mundo do Absurdo, um projeto entre mim e meus dois heterônimos.

Mas, voltando ao personagem John McClane: eu sou MUITO teimoso! Do tipo que cai, apanha, quase morre, mas se mantém em pé e tentando sorrir. Não vou ficar de choradeira aqui, mas sim dizer com orgulho que tanto eu quanto Alastai Dias estamos avançando aos poucos, participando de antologias, entrando em contato com editoras em potencial, aumentando a rede de amigos...

Se você tem um sonho, persista, teime, insista! Se uma editora recusou sua ideia, seu livro, mande a outra ou comece outra ideia. Eu paralisei Ariane, meu primeiro livro, para poder dar continuidade a outros. Se tudo tiver perdido, faça como o personagem do Bruce Willis: pense num plano e se levante, pois a luta é árdua mesmo em qualquer coisa que queira fazer na vida.

Se um homem é capaz de cair de um avião decolando, escapar de um tiroteio num telhado, pular de vários andares sem morrer, sobreviver a um caça destruindo uma ponte... bem, acho que podemos suportar alguns obstáculos que atrasam nossos sonhos, não?

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