O PseudoAutor

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Baiano nascido numa tarde de julho de 1991. Agnóstico e hipster, estudante de História, apaixonado por simbologias, mitologias e animais pré-históricos.

Escreve amadoramente desde 2007; após alguns anos e quase trinta livros rascunhados, Alec publicou uma coletânea de histórias curtas (Zarak, o Monstrinho, Multifoco, 2011), um conto numa antologia sobre répteis cuspidores de fogo (Dragões, Draco, 2013) e um romance autobiográfico fantástico (A Guerra dos Criativos, independente, 2013), além de algumas obras virtuais na Amazon.

Atualmente se divide em pesquisas para projetos literários e coordenação editorial de um selo independente.

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Poema: Criaturas de Esferas Celestiais (Alécio Silva)

NOTA: Bem, dia 14 de fevereiro é Valentine's Day em muitos países do mundo, mesmo no Brasil, por causa do Carnaval. ¬¬"

Eu tenho lá algumas obras literárias que poderia postar aqui, coisas dos anos 2007 a 2010... ou um pouco mais recente, contudo pela madrugada do dia 12 para o dia 13 deste mês veio um insight para um poema romântico e sombrio.

Não sei o motivo, não sei a lógica, mas eu pretendia fazer algo com ele, entretanto as coisas mudaram em mim, e não sei como ou de que modo, pois eu nem sabia como queria usar esse texto. Não é de meus melhores, mas eu precisava postá-lo.

Espero que apreciem!


Celebrai, ó anjos das esferas celestiais,
Aquela que entre vós é a mais fascinante das criaturas,
Cujas asas sombrias a destacam dos demais,
Cujo sorriso sereno me conquistou em nuvens de sonhos,
Cujo olhar, tão enigmático, trouxe suave doçura!

Cantai, ó seres que habitam as esferas acima de nós,
Reles humanos de almas imortais,
Aquela que eu amo um amor cheio de nós
Os quais nunca o tempo há de permitir serem desatados,
Mas que não conseguirei esquecer jamais!

Levai, ó criaturas das esferas oníricas,
Minhas lágrimas para a presença de quem eu amo,
Mas não tardai, pois minhas ilusões líricas
Não devem perdurar mais do que um sopro,
E temo que não eu viva mais do que um ano!

Dizei, ó criaturas de espíritos benevolentes,
Que a amo estando ela no firmamento e eu na terra,
Distantes por nossas naturezas inconsistentes,
E hei de aguardar o único momento em que nos encontraremos,
O qual toda a dor logo se encerra.