O PseudoAutor

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Baiano nascido numa tarde de julho de 1991. Agnóstico e hipster, estudante de História, apaixonado por simbologias, mitologias e animais pré-históricos.

Escreve amadoramente desde 2007; após alguns anos e quase trinta livros rascunhados, Alec publicou uma coletânea de histórias curtas (Zarak, o Monstrinho, Multifoco, 2011), um conto numa antologia sobre répteis cuspidores de fogo (Dragões, Draco, 2013) e um romance autobiográfico fantástico (A Guerra dos Criativos, independente, 2013), além de algumas obras virtuais na Amazon.

Atualmente se divide em pesquisas para projetos literários e coordenação editorial de um selo independente.

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O que penso sobre as mulheres?

Ela é uma garota fácil... fica com qualquer um... passe a mão na bunda dela que ela gosta... ela é safada... uma puta... dá para qualquer um... já chupou o pau do Carlos...

Se apenas com um parágrafo o(a) indignei, esta postagem é para você. Se não, é para você.

Pensei em falar um pouco sobre o que penso sobre este assunto por volta e meia me questionar acerca dele. Tenho uma visão idealizada quanto a mulheres, como fica evidente em  Ariane (escrito em 2007, quando eu tinha entre 15 e 16 anos), em grandes proporções, e em outras, em escalas menores ou de menos força. É uma de minhas características mais marcantes, julgo eu, e, como este espaço tem como intuito falar sobre mim e meus loucos pensamentos, acho que posso expressar minha opinião aqui.

Recordo-me de uma data que ocorreu há exatos 5 anos. Era um sábado, e eu estava com um encontro marcado com uma garota que gostava de mim. Creio que foi um daqueles momentos que um adolescente idealista nunca se esquece. Em minha volta, amigos me traziam os motivos de alguns rapazes estarem rindo e me olhando de forma estranha. A moça, que ainda não havia chegado, tinha uma fama não muito atraente, exceto se o cara fosse um tarado querendo se divertir. Mas, bem, aquilo não me interessava. Não mesmo.

Acho que foi uma daqueles vezes que eu demonstrei maturidade. Não houve muitas ao longo de minha vida, mas aquela foi uma delas. Foi sim. Agi com seriedade, ignorando qualquer comentário e boato. Pouco me importava o que ela havia feito ou deixado de fazer, se ela se passava por santa, mas não era. Eu queria apenas saber o motivo de ela gostar de mim, de ter se interessado por mim.

Minha autoestima é baixa; e quando o assunto é referente ao amor, a coisa fica ainda pior.

Enfim, resumindo a novela (sim, escrevi um livro sobre isso, mas creio que nunca poderei apresentar): não me importei com boatos, não ouvi os péssimos conselhos dados (passar a mão na bunda dela, por exemplo) e apenas vivi o momento. Nunca me arrependi por ter seguido meu caráter. E assim descobri sobre ela, sobre o quanto era maravilhosa e encantadora, com sonhos e carinhos.

Claro que não foi um conto de fadas (mais detalhes em A Guerra dos Criativos).

Nesta mesma época, conheci uma jovem que era um exemplo de religiosidade. Era impressionante como ela conseguia ser mais fervorosa nos cultos do que qualquer um ali. Aquilo sempre me causou espanto e admiração. Uma sequência de intrigas (vi você ficando com Antônio, disseram que você deu para Marcos, essas coisas que surgem de fofocas) bastou para que ela se perdesse em uma depressão profunda, desviando-se da igreja.

Recentemente, no fim de semana, retornando do trabalho, perto das 22h, passei próximo a um posto famoso por reunir carros e mais carros numa disputa idiota para ver quem é mais barulhento. Pelo que pude notar, havia, no mínimo, uns 40 automóveis ali e dezenas de pessoas querendo se divertir. Bebedeira, música ruim e exibicionismo de todas as formas possíveis. Olhando para mulheres com pouca roupa "dançando" e gritando, tentei entender qual a graça de tudo aquilo. Cerveja, cigarro e barulho... eu simplesmente abomino isso. Aquela confusão não me atraiu nunca.

Enfim, mulheres mostrando o corpo para conseguirem uma noite de sexo? Talvez. Homens querendo comer uma gostosa? Com quase toda a certeza. Baco se orgulharia daquilo.

No mesmo trajeto, o qual faço sempre, passo perto de um prostíbulo. Mais mulheres querendo dar, desde que se pague bem. Homens que buscam o prazer que não encontra em mulheres mais tradicionais. Foi assim com meu pai, que trocou minha mãe pelo "amor" de uma puta. E perdeu o pouco respeito que eu tinha por ele; beber, fumar e ameaçar minha mãe já foi um problema, mas trair e abandonar filhos e esposa por uma vagabunda era outra.

Nunca consegui sentir a mínima simpatia por aquela mulher de sorriso desdenhoso com quem meu pai se casou, nem chamar de "irmão" aquele bastardo nascido do relacionamento que se iniciou de programas. Claro que a natureza de meu pai, aquela que o impulsionava a trair, gritou e ele traiu a madrasta; conheci a amante dele, e me simpatizei com ela... (e pela amiga dela, que inspirou o nome para a protagonista de meu primeiro livro escrito.)

Não tenho nada contra prostitutas. Nada mesmo.

Mas, o que tudo isso tem a ver com minha intenção ao iniciar esta postagem ilustrada justamente com fotografias de mulheres seminuas?

Bem, para começar, não concordo com termos nem um pouco quando alguém esculacha uma mulher por ela ser diferente ou ter optado por um estilo de vida. Não me preocupo se é lésbica, se prefere se abster de relações sexuais ou é liberal. Acho que opção sexual não define totalmente uma pessoa. Vale o mesmo para os homens. Conceitos como "galinha", "cachorro", "puta", "comedor" e tantos outros nada influenciam em minhas escolhas quanto ao nível de relacionamento com alguém. Tenho poucos amigos, e todos possuem uma grande variedade de pensamentos e comportamentos, contudo apenas os respeito por merecerem.

Meu ódio por minha ex-madrasta deriva de que ela destruiu tudo, tomou meu pai, fazendo-o se afastar de mim e de minhas irmãs. Vi minha mãe chorando e se desesperando. Sei do quanto ela foi cruel e maléfica. Se ela não tivesse feito tanta merda, talvez eu teria gostado dela, como gostei da amante de meu pai, mesmo não aprovando o fato de ele trair.

Eu ignorei os comentários quanto a minha futura ex-namorada porque queria conhecê-la de verdade, e não por meio de boatos e fofocas, de termos chulos de garotos idiotas que se gabavam de sair pegando todas. Não, eu queria tirar minhas conclusões.

Costumamos nos privar de momentos maravilhosos por nos prendermos em preconceitos e julgamentos ou por seguirmos as opiniões dos outros. Eu poderia ter quebrado a cara, mas ainda assim tentei e me arrisquei. Fui corajoso.

Agora, no que diz respeito ao bacanal que vi poucos dias atrás, permita-me alguns parágrafos.

Seria hipocrisia dizer que não olho uma mulher linda passado, que meus olhos não se perdem em alguma parte de seu corpo, que não pense alguma coisa... dentre todos os tipos de dança, sou fascinado pela dança do ventre, pois é uma forma sedutora de arte. Assisto vídeos pornográficos, tenho imagens de conteúdo erótico e pornográfico salvos no meu notebook. Sou um homem, oras! Um ser humano!

Mas, não acho que me interessaria por uma mulher que se exibe de maneira a chamar a atenção e provar ser gostosa. Nudez é algo sensacional, claro, e mulheres rebolando fazem uso do apelo sexual para despertar o desejo, tornando-se pedaços de carne. Se é machismo, talvez. Eu apenas não gosto... sou incapaz de me sentir atraído por alguém assim.

Sou recluso. Quase sociofóbico.

Observo as pessoas e seus comportamentos. Algumas me decepcionam, inclusive aquelas que mantenho contato direto. Relaciono-me com elas e me afasto quando são vazias ou egoístas demais. Vejo os jovens (alguns com minha idade) e nada encontro além de uma casca oca.

Uma mulher é uma deusa (lá vai o idealismo de novo!). Como uma deusa, possui suas facetas. Algumas todos veneram; outras, nem tanto. Mas, independente de amarmos ou não uma divindade, acho válido respeitarmo-na.

Conheço muitas mulheres. Acho que tenho facilidade de fazer amizade com elas, embora eu seja tímido e me acanhe fácil perto de uma. Sempre fui assim; deve fazer parte de minha natureza romântica e sonhadora. Amigas, colegas de curso ou de trabalho, de idades e personalidades diversas, autoras e leitoras, professoras e diretoras, primas e irmãs, as que moram longe e as que moram perto... trato-as com respeito, inclusive quem não me agrada muito.

Outra vez: por que esta postagem?

Porque eu precisava desabafar. Queria apontar algumas coisas que acredito e penso sobre o assunto. Não sou contra nem a favor a qualquer movimento sexista. Acho tudo ridículo. Entretanto, mais ridículo ainda é ver como muitas mulheres são tratadas. Se merecem ou não os termos recebidos, isso eu quero descobrir, se possível.

Testes e mais Testes... eis o PseudoEscritor como é!

Então, vagando pela Internet, achei alguns testes bacanas; estava sem fazer nada e fui lá ver no que dava...

O primeiro deles, o de QI, que acabei de fazer, foi bacana... gastei a metade do tempo necessário para responder todas as questões. Admito que estava cansado e tudo, mas tentei me esforçar ao máximo. O resultado foi que acertei 39, ficando com 114, o que, segundo o site, é considerado acima da média.

Q.I. ou Quociente de Inteligência é um rateio geral de sua habilidade de pensar e raciocinar. Sua pontuação de Q.I. é realmente uma indicação de como você se compara em relação à maioria da pessoas em seu grupo de idade. 

Uma pontuação de 100, por exemplo, significa que, quando comparado à maioria da pessoas em seu grupo de idade, você tem um nível de inteligência normal. Muitos psicólogos consideram aqueles que oscilam entre 95 e 105 como tendo um Q.I. normal ou médio. Sendo difícil acusar um Q.I. preciso, sua pontuação deve variar em torno de 5 pontos. Em adição, existem muitos fatores que podem afetar sua pontuação. Se você está cansado, doente ou distraído, sua pontuação será afetada.

Espantoso, eu sei! (E reconfortante, pois prova que não sou um idiota completa ainda.) Tipo, estou um pouquinho acima do que é considerado normal, o que deve significar alguma coisa, oras!

Já no segundo, que revela qual a probabilidade de o usuário do teste ter Síndrome de Asperger. Este foi interessante, afinal me revelou alguma coisa.

Seu índice Aspie: 90 de 200
Seu índice neurotípico (não autista): 104 de 200
Você aparenta ter traços tanto Aspie quanto neurotípicos (não-autista)

Ou seja: aparentemente, sou normal (preciso fazer outros, pois acho que algo não regula bem em minha cabeça), mas com certa tendência aspie.

Outro que fiz foi um para ver o grau de meu estado depressivo.

Sua pontuação foi de 44 pontos:
O resultado indica sintomas da Depressão moderados / graves. Você deve procurar um profissional especializado (psiquiatra ou psicólogo) para um diagnóstico mais preciso.

No mesmo site, achei outro teste. Agora para avaliar Déficit de Atenção e Hiperatividade.

Sua pontuação foi de 18 pontos:
O resultado indica presença de Sintomas Graves do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Você deve procurar um profissional especializado (psiquiatra ou psicólogo) para um diagnóstico mais preciso.

Animado com esses testes (que podem pouco valer, claro), fiz um de personalidade.

Resultado: 41 pontos
Os outros te vêem como alguém alegre, animado, charmoso, divertido, prático e interessante, alguém que está constantemente no centro de atenções, mas suficientemente bem equilibrado para não deixar isso subir a cabeça. Eles também te vêem como amável, compreensível, alguém que sempre os anima e os ajuda.

Por fim, pois já estou cansado demais, fiz outro teste de personalidade. Este foi mais completo e revelou coisas que eu já sabia.

Tipo de Personalidade: Os Idealistas
Os idealistas, sonhadores por natureza, estão sempre tentando mudar o mundo ao seu redor pra melhor. Conheça mais sobre esse tipo de personalidade.

Personalidade: Idealistas
Pontos Fortes: Otimismo, Fé e Persistência
Pontos Fracos: Tem um humor instável
Objetivo de Vida: Ser uma pessoa melhor
Principais Medos: Solidão, Medo de errar
Categoria da Personalidade: Intuitivo Sentimental

Idealistas: Eles Sonham um Mundo Melhor!
Entre os 4 tipos de personalidade fundamentais, os idealistas são os mais sonhadores, são os mais passionais, são os que fazem mais planos.
Ao contrário do tipo de personalidade Artesão que só pensa no presente, grande parte da energia dos Idealistas está no futuro.
Os idealistas tem um grande foco nas coisas externas do mundo, eles sentem e entendem muito bem o mundo e as outras pessoas. Entre os 4 tipos de personalidade, os idealistas são os que mais gostam de ajudar.
Por terem uma boa compreensão de mundo e também uma sensibilidade bem desenvolvida, os idealistas em geral acabam desenvolvendo bastante o seu lado intelectual / pensador.
Ao contrário dos Artesãos que querem viver o mundo e das pessoas do tipo de personalidade Guardião que querem construir o mundo, os idealistas querem mesmo é melhorar o mundo.
Quem é do tipo de personalidade idealista gosta muito de examinar os fatos, sempre quer saber o motivo pelo qual as coisas acontecem, gostam de examinar as pessoas e as situações.
Outra característica interessante do tipo de personalidade idealista é que o seu humor é instavel, os fatos externos tem uma grande influência no seu estado de espírito, quem é deste tipo de personalidade pode passar da alegria para a tristeza e vice-versa em questão de minutos (humor bipolar).
Além de ter um humor bipolar, o humor do tipo de personalidade idealista também é bastante intenso: quanto estão tristes, ficam muito tristes, quando estão felizes, ficam muito entusiasmados.

Pontos Fortes do Tipos de Personalidade Idealista
Um ponto muito positivo do tipo de personalidade idealista é que de um modo geral são otimistas, não tem o realismo (que as vezes pode ser cínico) dos Guardiões e nem aquela visão de mundo mais relaxada que é característica dos Artesãos.
Os idealistas contagiam as pessoas ao seu redor com seu otimismo.
Muitas vezes quando as pessoas de outros tipos de personalidade estão desanimadas e não veem a saída, o idealista está alí confiante, muitas vezes ele enxerga oportunidades que ninguém mais enxerga.
Entre os quatro tipos de personalidade, os idealistas são os mais entusiasmados, com a sua energia e a sua fé no futuro, eles tem o talento de deixar as outras pessoas mais entusiasmadas também.
Por ter um perfil sonhador e gostar de fazer planos de longo prazo, os idealistas são pessoas ideais para liderar projetos longos.
Os idealistas estão sempre tentando melhorar como pessoas, são um tipo de personalidade muito esforçado.
Os idealistas são também o tipo de personalidade mais empreendedor: ao contrário dos Guardiões que valorizam o trabalho e a rotina, os idealistas gostam mesmo é de criar coisas novas, estão sempre criando sempre novas oportunidades.
Enquanto os Guardiões e os Racionais mantém o mundo estável, os Idealistas estão sempre tentando reconstruir e movimentar o mundo.

Pontos Fracos do Tipo de Personalidade Idealista
Um ponto negativo deste tipo de personalidade é a sua instabilidade, os idealistas são os mais passionais entre os quatro tipos de personalidade.
O idealista sempre acaba agindo de acordo com seus sentimentos o que pode muitas vezes provocar injustiça, fazendo com que os idealistas se passem por pessoas infantis.
Por ter também uma fé muito forte nos seus princípios, os idealiastas podem também passar por pessoas “turronas” aos olhos dos outros. Quando o idealista realmente acredita em algo é praticamente impossível convence-lo do contrário, isso também pode causar muita briga.
Outra característica negativa do tipo de personalidade idealista está sempre trocando as fases do seu humor: enquanto em alguns momentos está feliz e descontraido, em outros momentos gosta de ficar sozinho.

Ambiente de Trabalho Ideal para o Idealista
O ambiente de trabalho ideal para quem é do tipo de personalidade idealista tem as seguintes características:
  • Possui uma atmosfera amigável e cooperativa
  • Ambiente de trabalho que oferece a possibilidade das pessoas se comunicarem abertamente
  • Oferece pouca burocracia e muita liberdade de ação
  • Ambiente de trabalho dinâmico, em que aconteçam muitos projetos e novas idéias
  • Ambiente que ofereça a possibilidade de que coisas novas sejam criadas
  • Ambiente onde exista muito potencial e muita possibilidade de crescimento
  • Habilidades de Trabalho Agregadas pelo Tipo de Personalidade Idealista

Quando um idealista entra para uma equipe ele favorece os seguintes aspectos de trabalho dentro da equipe:
  • Colaboração
  • Comunicação
  • Criatividade
  • Apoio para os outros membros da equipe
  • Organização
  • Planejamento

Personalidades Famosas que tem o Perfil de Idealistas
  • Lady Diana (Princesa da Inglaterra)
  • Luis Inácio Lula da Silva (Ex-Presidente Brasileiro)
  • John Kennedy (Presidente Americano)
  • Joana D’Arc (Revolucionária Francesa)
  • Adam Sandler (Ator Americano)
  • Arnold Schwarzenegger (Ator e Político Americano)
  • Steve Jobs (Empresário Americano, fundador da Apple)
  • John Lennon (Músico Americano)
  • Martin Luther King (Líder Comunitário Americano)
  • Muhammad Ali (Boxeador Americano)

Profissões Indicadas para Quem é do Tipo de Personalidade Idealista
  • Arquitetura
  • Ciência da Computação
  • Desenho Indústrial
  • Design de Games
  • Economia
  • Jornalismo
  • Letras
  • Publicidade e Propaganda
  • Psicologia
  • Medicina

Resumindo a ópera: sou um jovem deprimido, com déficit de atenção e hiperatividade, que não é aspie, idealista e com um QI de 114, e está querendo ser escritor e pensa em um dia fazer Psicologia. Enfim, nada ruim, né?

Poema: Último Dia (Alec Silva)


Venha! Abrace-me enquanto ainda estou aqui,
Pois a vida é incerteza neste universo vazio...
Nunca sabemos quando será a última vez,
Quando não haverá um sol para brilhar.

Hoje pode ser o último dia,
Nosso último adeus antes do fim.
Não o desperdiçamos com lágrimas,
E sim com alegrias de nosso amor.

Venha! Abrace-me neste entardecer!
Vamos esperar que tudo se acabe,
Antes do amanhecer seguinte.

Poema: Pétalas (Alec Silva)


Pétalas que caem na superfície do mar,
Pedaços de um coração sombrio,
Aroma de morte que causa arrepio,
Pérolas dos olhos que não param de sangrar.

Poemas: Versos #5 (Alécio Silva)


Sim, amo a beleza de seu rosto,
A magia de seu olhar,
E não há vez que, sem perceber,
Perco-me em minhas palavras
E encontro-me em seu sorriso.

Homenagem: Uma lembrança nunca morre

Então, hoje à tarde, enquanto pesquisava um assunto nada a ver, deparei-me com a foto desta mulher:

"Mas, quem é esta mulher, Pseudoescritor?"
Talvez, se alguém um dia ler A Guerra dos Criativos, e olhar com atenção a página 9, verá a frase In memoriam Marley Terezinha Pretto. Provavelmente passará despercebida, mas, esta postagem é para aqueles que se indagarem sobre quem é esta mulher, pois, meus caros leitores, é graças a ela que eu cheguei aqui.

Antes de iniciar a leitura desta homenagem, aconselho a deixarem a ouvir uma música. Never Die, do Creed, foi a canção que ouvi no dia que fui ao velório de Marley, e acho que seria digno e certo que fosse o plano de fundo para a postagem. Desde que me dispus a escrever sobre o assunto, mais ou menos uma hora antes, estou a ouvindo repetidas vezes. E peço que faça o mesmo, se puder.

Enfim...

Meu sonho de escritor estava destruído depois de ser humilhado. Não havia computador, como fora prometido. Pessoas mentiram para mim.

Marley era uma diretora que tinha todo um colégio para estruturar.

Recordo-me de 2007, ano em que ingressei no Colégio Estadual Constantino Catarino de Souza.

Era um local abandonado, com uma diretora ausente a maior parte do tempo. Tinha problemas severos por falta de dinheiro do governo, resultando em lacunas de professores e alunos que iam mais por obrigação do que com interesse em aprender.

2008 isso começou a mudar. Era meu segundo ano ali.

Marley se mostrou empolgada, disposta a mudar aquela situação em que o colégio se encontrava perante os demais, sobretudo por estar num bairro considerado violento e de classe pobre. Ela tinha um sonho e uma meta.

Não sei como ou quando, mas não demorou muito para que a nova diretora e eu tornássemos amigos. Sim, amigos. Um ajudava o outro. Ela queria reconstruir o ambiente colegial. E eu queria que isso acontecesse de verdade.

Foi um ano divertido e produtivo. Foi quando escrevi meu segundo livro, que depois veio a ser de Alécio Silva, quando reorganizei meus projetos.

Mas, 2009 foi um ano tenso demais.

Na verdade, foi um ano de pequenas e decisivas mudanças. Coisas aconteceram. Outras não. No ano anterior eu comecei um namoro, e naquele ano estava lutando para mantê-lo.

Foi também naquele ano que Marley me auxiliou em meu sonho de ser escritor.

Havia alguns computadores numa sala de informática. E ela me permitiu usá-los, para poder digitar meus manuscritos e tentar alguma coisa. Um ato de bondade pequeno para alguns, mas grande para mim, que não tinha como comprar um computador ou notebook, como o que uso agora.

"Para você ser escritor, precisa publicar um livro." Foi o que ela me disse. Sem isso, eu estava apenas me limitando a escrevinhador. Morreria naquele ponto, sonhando sem agir.

2010 as coisas sacudiram...

Perdi a namorada, fui lançado ao poço por tantas pessoas e por minha família. Perdido e abandonado, nunca estive tão perto do pensamento de inutilidade quanto naquele ano. Tudo mudou.

E ainda assim havia o apoio de Marley, embora eu não fosse mais aluno. Pequenas coisas ocorreram; avanços modestos e significativos, expansão de minha rede de contatos no meio literário.

Em 2011, depois de muita luta, publiquei Zarak, o Monstrinho, com histórias que digitei lá no colégio, entre 2009 e 2012. A vida começava a mudar. Entreguei um exemplar autografado e disse, com orgulho, que agora sim eu era um escritor e devia aquela vitória a ela.

Espero que ela tenha lido alguma daquelas histórias que me via digitando...

Mas, eis o ano de 2012.

É estranho pensar que num dia você ver a pessoa animada, fazendo planos, brigando e xingando, com aquele humor tão marcante, e pouco depois recebe a notícia de sua morte. E foi assim que conteceu comigo.

Num dia, pela manhã, Marley estava com aquele brilho que empolgava e contagiava. Pouco depois, não estava mais ali, vítima do trânsito.

A última lembrança que tenho dessa mulher guerreira se resume ao que ela era: alegre! Mesmo quando estressada, fazia a gente rir. Era capaz de ser uma mãe para desconhecidos. Era sincera.

Talvez eu devesse saber mais sobre ela. Talvez devesse ser feito mais para contribuir com seus sonhos em melhorar o colégio. Talvez devesse ter agradecido mais.

Contudo, a Fortuna foi imparcial, como sempre é, e não havia mais como voltar. O tempo havia passado.

Marley foi a minha madrinha. Sem ela, a jornada teria sido mais difícil. E sei que foi a madrinha de outros jovens, e ainda hoje encontro pessoas que tiveram a chance de conhecê-la e serem ajudados, assim como fui.

Ela se tornou aquela lembrança mágica em nossa vida, e, independente da dor que sua ausência cause, sorrimos e rimos por saber que tivemos a chance de conviver com alguém que foi a melhor pessoa que poderia ser.

Para mim, que um dia fui um escrevinhador perdido em meio a uma tempestade, é uma lembrança angelical e reconfortante. E uma lembrança com tanto poder, meus caros, nunca morre.

Poema: Versos #4 (Alec Silva)


Se me queres e eu te quero, acaso ficaremos em bem-me-quer,
Quando eu te vejo e tu me vejas, e meus olhos a bem-te-vi?
Se me amas e eu te amo, por que não amor-perfeito,
Como deve ser amor sincero, como asas de quero-quero?
Negarás a ti e maltratarás a mim, quando somos dois colibris,
Cada um voando em infinito, com sonhos de beija-flor?
Acaso viveremos neste jardim, sem que nos encontremos,
Quando tão perto estamos e nossos corações sentem um ao outro,
Passando a efêmera eternidade da noite assim, como pirilampos,
Enquanto o luar repousa nas águas da fonte da poesia?

Poema: Versos #3 (Alastair Dias)



Hipócritas, tolos que escandalizam-se diante de si mesmos,
Mas preferem apontar os outros
Quando se veem refletidos.

Poema: Versos #2 (Alécio Silva)


Perdoe-nos, Senhor,
Pois somos tão pequenos
E ainda assim tentamos entender Sua grandeza!
Não pode, afinal, um grão de areia
Compreender a rocha que a originou.

Conto: Devorada Viva (Alastair Dias)



O coração de Paula batia aceleradamente. Ela sentia o seu corpo ser tragado para o interior da cama, entre as tábuas e o piso, rumo ao escuro. De repente veio a dor de ser devorada. Primeiro, foram as pernas, naco após outro, sem pressa. Por mais que ela gritasse, ninguém naquela casa parecia ouvi-la. Outra criatura rasgou-lhe a barriga, puxando com violência as suas vísceras. O cheiro de sangue, ácidos e líquidos do aparelho digestivo era insuportável. Era terrivelmente pavoroso ser devorada viva! E a tortura durou quase uma hora, cessando apenas quando finalmente o coração parou de bater.

Poema: Versos #1 (Alec Silva)



Passos suaves, sob o luar
Sonhos perdidos que nunca se vão
Estrelas tristonhas de inverno
Saudade que tortura, que mata
Um coração há muito esquecido.