O PseudoAutor

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Baiano nascido numa tarde de julho de 1991. Agnóstico e hipster, estudante de História, apaixonado por simbologias, mitologias e animais pré-históricos.

Escreve amadoramente desde 2007; após alguns anos e quase trinta livros rascunhados, Alec publicou uma coletânea de histórias curtas (Zarak, o Monstrinho, Multifoco, 2011), um conto numa antologia sobre répteis cuspidores de fogo (Dragões, Draco, 2013) e um romance autobiográfico fantástico (A Guerra dos Criativos, independente, 2013), além de algumas obras virtuais na Amazon.

Atualmente se divide em pesquisas para projetos literários e coordenação editorial de um selo independente.

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"Ariane", ou o que sobrou de um amor

E-book de graça nos dias
12 e 13 de junho de 2014.
Em 2007, aos 15 anos (quase 16), eu era um garoto bem sonhador e cheio de romantismo; vivia rabiscando poemas e tentando concluir um livro, mas sem obter sucesso. Era uma época interessante, afinal foi naquele ano que comecei a dar meus primeiros passos verdadeiros como escritor.

Ariane demorou uns 3 meses para ser escrita. Digo, uma vez que definiu mais ou menos 5 capítulos avulsos, os quais elaborei em meses anteriores, e soube a premissa, a escrita foi fluída e até divertida. Uma história romântica, cheia de lirismo e fantasia inspirada na mitologia grega.

O livro surgiu por eu estar apaixonado, por eu sentir que era hora de contar uma história com começo, meio e fim. O amor não vingou, morrendo em acontecimentos tristes e desastrosos; o livro, que era um tribuo à uma garota, ficou como minha obra mais querida; e eu aqui estou, explicando as razões desta postagem.

Eu queria apresentar um poema, alguma coisa minha, que fosse tão romântica quanto é Ariane, mas não consigo mais. O poeta, Alécio, morreu, assassinado por amores que não vingaram, por sonhos que se perderam; ele que me inspirava poesias e romantismo, cansou de gastar tempo com versos nunca lidos, emoções nunca nutridas.

Hoje ainda tentei alguns versos, porém falhei e me zanguei, notando que meu tempo de poeta passou. Assim como o amor que me moveu a escrever o primeiro livro.

Ariane é único por várias razões. Nunca encontrou editora, embora tenha passado por algumas, mas que jamais vingaram; teve mais revisões que qualquer outra obra minha, porém ainda assim é uma história imperfeita como o amor adolescente; possui aquela parte minha que se foi, o eu-poeta, o eu-sonhador, livre de rancores e depressão; e é a única trama sobrevivente de meu anseio pela unificação dos mundos; tinha sequências, mas as perdera, tornando-se uma figura solitária, um amor abandonado.

E estará de graça no Dia dos Namorados e no dia seguinte, que é uma Sexta-Feira 13. É um lembrete de que o amor pode se tornar ódio e rancor, que as palavras que acalentam se envenenam em algum momento e matam.

Mas, para quem pensa que não amo, engana-se. Ainda amo, mas é um amor triste e cansado. Nem a escrita mais me anima, é capaz de me trazer prazeres. Como eu disse, o poeta morreu.


Vídeos
Para não ficar em minhas palavras depressivas, quero deixar com vocês dois vídeos.

O primeiro me foi enviado por uma amiga no WhatsApp, e eu usei numa palestra recente.


O segundo vídeo é uma canção em duas partes de uma banda excelente. Pesquisem a letra quando puderem, pois não irão se arrepender.