O PseudoAutor

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Baiano nascido numa tarde de julho de 1991. Agnóstico e hipster, estudante de História, apaixonado por simbologias, mitologias e animais pré-históricos.

Escreve amadoramente desde 2007; após alguns anos e quase trinta livros rascunhados, Alec publicou uma coletânea de histórias curtas (Zarak, o Monstrinho, Multifoco, 2011), um conto numa antologia sobre répteis cuspidores de fogo (Dragões, Draco, 2013) e um romance autobiográfico fantástico (A Guerra dos Criativos, independente, 2013), além de algumas obras virtuais na Amazon.

Atualmente se divide em pesquisas para projetos literários e coordenação editorial de um selo independente.

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Poema: Chama de uma Vela

Não sei. Apenas veio. 

Há uma luz na janela,
Uma esperança de dias melhores,
De uma chuva para nos lavar

Há um mundo novo a desbravar,
Um jardim de sublimes sabores,
No tremular do fogo de uma vela

Há uma terra de fantasias,
Um paraíso após a morte,
A certeza de que a dor vai passar

Há uma recompensa para a falta de sorte,
Um sentido para tanta agonia,
Tudo no fogo da vela a se apagar

A luz brilha na janela, abaixo de um garoto,
Que se encolhe de tanto frio

Não posso ver seu rosto,
Mas sei que seu corpo logo estará vazio

E a vela também findará.

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