O PseudoAutor

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Baiano nascido numa tarde de julho de 1991. Agnóstico e hipster, estudante de História, apaixonado por simbologias, mitologias e animais pré-históricos.

Escreve amadoramente desde 2007; após alguns anos e quase trinta livros rascunhados, Alec publicou uma coletânea de histórias curtas (Zarak, o Monstrinho, Multifoco, 2011), um conto numa antologia sobre répteis cuspidores de fogo (Dragões, Draco, 2013) e um romance autobiográfico fantástico (A Guerra dos Criativos, independente, 2013), além de algumas obras virtuais na Amazon.

Atualmente se divide em pesquisas para projetos literários e coordenação editorial de um selo independente.

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A hipocrisia por trás da valorização da literatura nacional


Este post vai dar merda, e das grandes, mas vai ser escrito assim mesmo.

E não serei hipócrita; também tenho culpa nisso aí.

Mas vamos com passos lentos, até o ponto.

Esses dias, na andanças ali e aqui, deparei com alguns posts, em outros blogs, que pregavam uma campanha linda, muito linda: INCENTIVO E VALORIZAÇÃO DA LITERATURA NACIONAL. Um dos textos, a meu ver, era muito ruim; outro, muito bom; e um estava na medida.

Nas sugestões de livros que deveriam ser lidos, inclusive, títulos de Carolina Munhoz, Raphael Draccon, André Vianco, Leonel Caldela e de um time que mesclava bons autores do underground com alguns nem tanto, mas estavam ali por serem nacionais.

Não, não vou entrar no mérito de termos bons autores. Isso é tão objetivo quanto eu achar os filmes da Marvel infantilizados e gostar dos livros de Dan Brown.

Nesses três posts que li, sem nenhuma exceção, havia escritores por trás deles e leitores, mas, se não me engano, NENHUM deles citou sequer um livro que não fosse de uma panelinha. "Ah, mas eram bons livros!" Sim, de fato a maioria era, sim, mas é uma caixinha pequena, quando o tema é LITERATURA NACIONAL.

E aqui é que vem a hipocrisia nossa de cada dia: quantos autores nacionais novos lemos anualmente, desbravando títulos obscuros e na sorte? Eu tenho mania de comprar livros de ficção cujos autores nada sei, independente se nacionais ou internacionais; e costumo ignorar, com todas as forças, sugestões de amigos, afinal alguns possuem gostos duvidosos.

Na verdade, de uns anos para cá, desacelerei quanto à leitura de livros de ficção, concentrando em leituras mais didáticas e voltadas aos temas que escrevo; não por me achar superior aos colegas de escrita, mas porque simplesmente não consigo ler mais histórias. Isso atrasou leituras de livros de amigos, autores talentosos...

Só que o fato de eu não ler tais livros não me impede de divulgá-los. É simplesmente natural e quase automático eu perder minutos de meus dias indo num link, pegar a imagem da capa e fazer uma postagem; é normal eu montar e-books para alguns; arriscar dinheiro num projeto que a prefeitura local se recusou a ajudar; é o tal incentivo, é o que posso fazer.

Um amigo, esses dias, criticou que eu não leria os contos dele mesmo, então não fazia diferença o que ele faria ou não; nunca mais o lerei, é bem provável, mas isso não vai mudar o fato de que o continuarei incentivando a escrever e melhorar, assim como o fiz a pedir para um amigo, mais experiente, a ajudá-lo a reescrever um livro que estava, em nível literário e comercial, bem medíocre.

Uma amiga tem grande potencial, mas se lamenta muito, critica os leitores brasileiros, mas será que ela é uma leitora da nossa literatura, seja ela consagrada ou experimental?

Outro amigo, com centenas de livros encalhados, pouco se promove ou se dispõe a entrar em campanhas loucas com amigos e colegas literatos; é ruim ter exemplares mofando num canto, contudo ajudar o próximo poderia ser benéfico para ele.

Um jovem aqui na cidade quer lançar um livro solo, porém mal consegue promover a coletânea que participa e não incentiva os colegas de projeto; ou sequer consegue ir à um evento numa cidade vizinha.

Há quem encha grupos de spams, com artes elaboradas, mas não consegue compartilhar um simples post do colega, para dar aquela forcinha.

Uma vez, com alguns amigos, estávamos pressionando uma editora a rever as capas com imagens usadas ilegalmente, pois isso prejudicaria os autores do selo; em momento algum, culpamos os escritores por tal crime, mas foi um deles que nos intimou com ameaça, porque aquilo estava manchando sua imagem como autor, imagem esta que nem sequer havia começado. Ali eu notei, com extrema clareza, que é cada um por si e foda-se o grupo!

Por fim, esses dias rolou campanha para que deixássemos alguns e-books de graça e usássemos uma hashtag; eu esperava que todos fossem se ajudar e fiquei decepcionado quando vi só autopromoção, havendo poucas e mínimas exceções em casos de autores que compartilharam post do colega. Lamentável...

Todo mundo quer ser lido e enche a boca para defender a literatura nacional, mas, vamos ser sinceros, está pensando no próprio umbigo apenas, nos centavos angariados na venda daquele livro que se dedicou tanto a escrever, no bem-estar de ser lido. Eu mesmo penso muitas vezes assim, quando olho os números baixos de vendas ou leituras que consigo, sempre imaginando como melhorar aquilo.

Eu não fico com bandeiras, pois as odeio; acredito, sim, que nossas histórias possuem grande peso, até mais do que as que vendem milhares de exemplares; acho que alguns autores best-sellers são tão ruins quanto os amadores, inclusive brasileiros, o que reforça muitos preconceitos; e tenho convicção que ninguém conseguirá ir longe com essa desunião que noto entre a classe de escritores ou com essas panelinhas que só leem livros uns dos outros.

Como eu falei certa vez para uma amiga: você não precisa ler o livro de ninguém, mas ajuda na divulgação, indicar para quem pode se interessar ou simples e humildemente compartilhar um link não irá roubar seus leitores nem dar câncer no dedo.

Ou podemos ficar com essa hipocrisia de pedir valorização da literatura nacional... que escrevemos... ignorando a dos colegas.

16 comentários:

Sergio Carmach disse...

Parabéns pelo texto. Poucos são os blogs que conseguem trazer artigos assim, bem redigidos na forma e no conteúdo.

Há tempos martelo nessa tecla, na tal hipocrisia que assola nossos autores independentes. Em 2011 montei um grupo composto por doze escritores, chamado "Círculo de Autores Leitores", no qual todos se obrigaram a ler e resenhar (com vontade e de forma sincera) uma obra de cada um dos demais integrantes. Mas muitos deram uma volta nos companheiros de projeto: receberam sem dar em troca (alguns por preguiça, outros por melindre após receberem feedbacks negativos...)

Eu falava tanto sobre a hipocrisia dos autores que pregam a valorização da literatura nacional de forma picareta e vazia, que uma frase minha a respeito foi tomada emprestada na defesa dessa ideia: https://www.facebook.com/CabanaDoLeitor/photos/a.289482671179430.66426.215301071930924/318218814972482/?type=3&theater

Eu vejo o cenário literário independente com maus olhos. Nele, há grande quantidade de autores medíocres (sem talento ou estudo e adeptos de fórmulas prontas), temperamentais e que fazem da simpatia um instrumento de autopromoção. Esses autores, quando pregam a valorização da literatura nacional, em geral pensam apenas em suas obras. Não há ideologia ou coerência em seus discursos, já que - na qualidade de leitores - tais escritores não tencionam ler ou promover os livros de seus colegas (salvo se isso for interessante de alguma forma para eles próprios).

Elaine Velasco disse...

Também corro o risco de ser apedrejada pelo que vou declarar, mas lá vai: por anos, ouvi falar das famigeradas "panelinhas", mas me recusava a acreditar nisso. Queria crer que todos ajudavam a todos, desinteressadamente, com o objetivo de realmente incentivar a literatura nacional. Porém, apesar do meu trabalho árduo por longos três anos, meus livros nunca foram indicados para as premiações organizadas pelos autores nacionais, jamais fui convidada a dar entrevistas para revistas, sites, blogs ou o que quer que fosse de nenhum deles. Eu achava que isso ocorria porque meu livro não era do tipo muito "popular". Enfim, quando me tornei assistente editorial da Madras, uma editora grande, onde todos queriam ingressar, "magicamente" passei a fazer parte do "alto círculo" da Literatura Nacional. Meus livros passaram a ser elogiados e fui convidada para dar entrevista em todos os lugares. Porém, quando fui demitida da Madras, voltei ao ostracismo, e todos aqueles meus "novos amigos", simplesmente desapareceram, esqueceram que eu e meus livros existimos.
Confesso que fiquei enojada. Mas é assim, tem coisas que não queremos acreditar, até que a vida vem e esfrega na nossa cara.
Hoje, continuo trabalhando arduamente, começando de novo, com uma editora pequena e pouco conhecida, mas rodeada, pode crer, de amigos verdadeiros e sinceros, que ficaram ao meu lado em todos os momentos, e isso, é o que realmente importa.

Alec Silva disse...

Sérgio, pois é.

Eu vejo muitos posts de autores divulgando autores do selo que publica; quando eu via o Draccon, por exemplo, divulgando demais o trabalho de alguém, sabia que ele e a pessoa estavam tramando algo: foi assim com Felipe Neto e Affonso Solano, por exemplo. E vejo isso nos autores independentes ou de editoras pequenas; raramente divulgam algo por vontade própria, e sim por mutualismo interesseiro.

Isso é uma lástima imensa.

Alec Silva disse...

Elaine, que situação chata! =(

Eu já vi casos assim, com outros autores, e fico triste com isso. Mas, é como vc disse, seguir em frente.

Rodrigo Mesquita disse...

Um puxão de orelha necessário. Parabéns pelo texto.

Francine Porfirio disse...

Olá, Alec!

Sou blogueira literária e, infelizmente, percebo quão complicado é para os autores nacionais independentes – especialmente os novos – serem acolhidos entre aqueles que já contam com publicações apoiadas por editoras. Da mesma forma, percebo que muitos blogueiros ainda não dão espaço à literatura nacional nem como leitores e tampouco como divulgadores. Eu confesso que quando criei meu blog, não planejei usá-lo para promover autores nacionais ou estrangeiros. Queria apenas um ambiente virtual para expor minhas opiniões literárias. Mas, então, tive o prazer de ler um, dois, três… livros nacionais incríveis e me vi completamente encantada com sua qualidade! Estou caminhando para dois anos de blog e, hoje, cerca de 70% das resenhas que já publiquei são de livros nacionais contemporâneos. Assumi minha responsabilidade como blogueira diante da nossa literatura. Meu blog é reconhecidamente aberto para realizar divulgações sem compromisso ou retribuições. Eu divulgo autores nacionais porque gosto e tenho especial apreço por autores independentes, que acreditam no seu próprio talento e investem em si mesmos. Infelizmente, no entanto, percebi as tais panelinhas que citou. Há leitores que não leem livros de autores desconhecidos, há autores que sequer prestigiam seus colegas e há blogueiros que não desejam estabelecer parceria com escritores independentes.
No entanto, Alec, prefiro crer que esse é um quadro em crescente mudança. Da mesma forma que noto a hipocrisia que você tão bem apresentou, noto também um grupo de blogueiros que adora apoiar a literatura nacional e está disposto a conhecê-la melhor. Noto autores estabelecendo redes de apoio entre si, colaborando uns com os outros. Noto editoras abrindo as portas para autores nacionais. Ainda temos muito a crescer nesse sentido, temos muito a valorizar, mas gosto de manter uma perspectiva otimista e quero pensar que, como blogueira e leitora, estou conseguindo (ainda que pouco) oferecer minha contribuição. Vamos em frente e, do futuro, só desejo que cada autor nacional possa conquistar merecido espaço nas prateleiras e nos corações dos leitores.

Abraço!
http://www.myqueenside.blogspot.com

Alfer Medeiros disse...

Existe sempre um fatorzinho complicador chamado "ser humano".
Se você conversar com galera que tem banda, faz dança, pinta, fotografa, atua, esculpe, etc, vai notar que as reclamações são bem similares.
A sociedade cria as pessoas para serem falsa e egoistamente competitivas, insensíveis das necessidades dos outros ao redor - mesmo que sejam idênticas às suas.
Por sorte, sempre há exceções. O que resta é enaltecer - e apoiar - os bons, e ignorar a grande massa dos maus.

Marcela eduarda Guimaraes disse...

Sem palavras, tudo que penso.

Marcela eduarda Guimaraes disse...

Sem palavras, tudo que penso.

Uiara Barzzotto disse...

Concordo com cada palavra colocada, ainda acrescento mais, existem mídias e blogs voltados à literatura que fazem distinção descarada entre autores, não porque o livro é melhor ou coisa do tipo, simplesmente por ter uma amizade com aquele determinado autor, não tem uma posição imparcial, está cada dia mais complicada a situação.

Laizy Shayne disse...

Exatamente assim! Uma pena que nossos autores tenham chegado a esse ponto. Como autora eu sempre ajudo na divulgação de livros de outras pessoas, amigos meus ou não. Ainda que eu não leia...

Laizy Shayne disse...

Exatamente assim! Uma pena que nossos autores tenham chegado a esse ponto. Como autora eu sempre ajudo na divulgação de livros de outras pessoas, amigos meus ou não. Ainda que eu não leia...

Alvarez disse...

Concordo com cada palavra do texto e também com todos os comentários acima. A Elaine Velasco e a Francine Porfirio foram também muito felizes em suas colocações. Tenho por hábito divulgar outros autores no meu perfil do Facebook. E no Wattpad costumo ao final de cada capítulo do meu livro indicar outros três ou quatro livros lá publicados e que esteja lendo ou tenha lido e gostado, inclussive colocando o link deles.

Quanto aos blogs, finalmente começam a aparecer blogs menores e que valarizam os autores nacionais, mesmo aqueles ainda não publicados por editoras. Eu mesmo já fiz parcerias com os blogs das Blogueiras Unidas e tive uma ótima acolhida por todos os sete blogs.

E gostaria de ressaltar o trabalho da editora que me convidou para publicar meu primeiro livro e que está 100% focada nos novos autores nacionais. O selo Métrica da editora Tribo das Letras vai publicar cerca de 100 livros na Bienal do Livro Rio 2015. E, pelo menos, 70% dos autores nunca foram publicados, como é o meu caso. E tem autores do Acre, Pará, Piauí, Ceará, Pernanbuco, Bahia, São Paulo, Espírito Santo... de todo o Brasil, numa verdadeira mostra de todas as Regiões e estilos.

Espero que logo essa tendência das panelinhas seja minimizada, pois nunca acabará totalmente. Eu mesmo conheço autoras que, quando eu era um simples leitor de seus livros no Wattpad ou Amazon, me tratavam com atenção, mas quando passei a escrever e publicar na plataforma mudaram completamente.

Nem a meus comentários em suas postagens respondem mais. Mas serviu de aprendizado.

Mesmo assim continuarei divulgando os autores que acho que mereçam, independente de gostar de seu gênero literário ou não.

Grande abraço.
JM Alvarez

(autor do livro Infinito Amor).

Anastacia disse...

Olá Alec,

Não conhecia o seu blog até este momento quando vi esse post compartilhado no Facebook pelo JM Alvarez, que bela anta que sou!!

Eu sou colunista num blog literário e vejo exatamente isso. Até outro dia eu era somente uma leitora que seguia um ou outro autor no face, até que quando eu comecei a escrever as resenhas fui descobrindo outros tantos blogs e outros tantos autores. Não pensem que a panelinha é só de autor não, os próprios blogs ignoram as pessoas e se você não faz parte dela você é devidamente ignorado e esnobado, achei esse movimento típico da geração que encabeça os blogs hoje, mas também encontrei blogs extremamente acolhedores com pessoas extremamente voltadas a divulgar a literatura e não a si. Eu sou em média dez anos mais velha que a maioria dos blogueiros que já conheci e me sinto meio E.T. quando vou em algum evento.

Os autores, e aí estou falando de alguns não todos obviamente, alimentam esse comportamento. Não dispensam a mesma atenção as pessoas novas como a dos blogueiros "amigos", divulgam a si e seus amigos indiscriminadamente, e aos blogs a mesma coisa, aos amigos entrevista e atenção e aos demais ignoram.

Já tive a experiência de ser solenemente ignorada por seis meses e depois me pedirem desculpa como se fosse horas de atraso e não ceder a entrevista solicitada. Acho isso uma pena, perdem os leitores e os autores acabam realmente ficando com a imagem "queimada". A literatura nacional tem coisa muito boa em todos os gêneros mas infelizmente não são todos os autores que conseguem chegar a uma grande editora ou até mesmo a uma pequena séria, acabam ficando só na auto publicação e não conseguindo divulgar seu trabalho.

Mas lá no blog divulgamos sim todos os livros que vemos perdidos por aí, independente do autor estar nos grandes círculos ou não, sendo parceiro do blog ou não, porque gostamos do que fazemos e gostamos de ler. Posso dizer que existe muita gente que se respeita mutuamente, mas também há um grupo de pessoas sem noção que acaba retraindo alguns autores e leitores, como é um caso famoso de desrespeito que aconteceu no facebook, falta respeito em ambos, autores e leitores, mas prefiro acreditar que no final seremos todos compensados pelos livros e pela leitura que é o importante.

Abraço!

Janethe Fontes disse...

Realmente as "panelinhas" existem e não é só no Brasil, não. Tem em todos os lugares do mundo e em todos os segmentos artísticos e não artísticos.Afinal, somos humanos, demasiado humanos, como disse Nietzsche.

O que quero dizer é que isso não vai acabar nunca. É tendência das pessoas se "aliarem" a grupos que possam favorecê-las, de alguma forma. Mas sempre tem aqueles que tentam romper com essas "condutas" egoístas de convívio e lutam realmente pela arte, pela cultura, sem distinção. Eu mesma tenho o prazer de conhecer algumas pessoas assim. E isso é o que me anima a seguir adiante!

Ótimo texto, Alec!

Abraços,

Janethe Fontes

V.Totta disse...

Não sei porque você seria apedrejado. Eu concordo e infelizmente essa é a realidade. Quando pibliquej, de forma independente, meu primeiro livro, conheci em um dos grupos de literatura do qual já fazia parte, uma escritora iniciante. Após trocarmos algumas mensagens em posts iguais a chamei no inbox para me apresentar dizer que estava no começo da caminhada. Não pedi favores nem o faria. Apenas queria ouvir sobre a experiência de alguém que já havia passado por onde eu estava. E a única coisa que li, depois de menos de dez minutos de conversa foi "Não ajudo ninguém porque já quebrei muito a cara nesse meio literário". Imagina se eu tivesse pedido ajuda. Outro dia também vi um autor que postou um texto incrível dizendo que os autores deviam se ajudar, ajudar a divulgar uns o trabalho do outro. Lindo! Pena que ele mesmo só divulgou os livros dos "amiguinhos" dele. Bom, eu, não me importo. Faço mesmo. Divulgo na minha fanpage, na minha página pessoal sem pedir nada em troca. Isso me torna melhor que os outros? Não. De forma alguma. Eu apenas faço o que acho certo além do mais se isso ajudar a literatura nacional, estarei me ajudando.